HoLEP em Cuiabá: cirurgia a laser para próstata aumentada

HoLEP em Cuiabá: cirurgia a laser para próstata aumentada

Tratamento cirúrgico da hiperplasia prostática benigna (HPB) com laser de hólmio — Dr. Dalvâni Elias Dorn, médico urologista em Cuiabá–MT.

Acordar várias vezes durante a noite para urinar, perceber que o jato está cada vez mais fraco, precisar fazer força para começar a micção ou sentir que a bexiga nunca esvazia completamente são queixas frequentes entre homens com hiperplasia prostática benigna (HPB).

Embora seja uma condição comum com o envelhecimento, a próstata aumentada não deve ser avaliada apenas pelo tamanho ou pela intensidade dos sintomas. Em determinados pacientes, a obstrução prolongada pode comprometer a capacidade de esvaziamento da bexiga, favorecer a retenção urinária e provocar outras complicações.

Quando existe indicação de tratamento cirúrgico, uma das opções é a enucleação da próstata com laser de hólmio, conhecida como HoLEP (Holmium Laser Enucleation of the Prostate).

O procedimento permite remover, pela uretra e sem incisões externas, o tecido prostático responsável pela obstrução. É uma técnica reconhecida pelas diretrizes internacionais por sua eficácia, durabilidade e possibilidade de aplicação em próstatas de diferentes volumes.

Em Cuiabá, o Dr. Dalvâni Elias Dorn realiza o HoLEP utilizando equipamento próprio Cyber Ho Magneto 100 W, da Quanta System, associado à sua experiência em cirurgia urológica endoscópica e minimamente invasiva.

Agendar avaliação urológica com o Dr. Dalvâni

O que é HoLEP e como funciona a cirurgia?

O HoLEP é uma técnica cirúrgica utilizada para tratar a obstrução da saída da bexiga causada pelo crescimento benigno da próstata.

A próstata fica localizada logo abaixo da bexiga, e a uretra — o canal por onde a urina é eliminada — atravessa seu interior. Quando o tecido prostático aumenta e comprime esse canal, o homem pode apresentar dificuldade para urinar.

Durante o HoLEP, o urologista introduz um instrumento endoscópico pela uretra, sem necessidade de cortes na pele. O laser de hólmio auxilia na separação do adenoma prostático, que é a porção aumentada responsável pela obstrução, em relação ao plano da cápsula cirúrgica da próstata.

Em seguida, o tecido é levado à bexiga, fragmentado por um equipamento chamado morcelador e retirado para análise anatomopatológica.

A explicação que o Dr. Dalvâni utiliza no consultório

Para facilitar a compreensão, o Dr. Dalvâni costuma comparar a próstata a uma laranja.

Imagine a próstata como uma laranja, cuja parte interna aumentada comprime o canal da urina. Na enucleação, o cirurgião remove os “gomos” responsáveis pela obstrução e preserva a estrutura externa que envolve essa região.

Essa comparação ajuda a compreender por que o HoLEP consegue remover uma grande quantidade do adenoma obstrutivo sem retirar toda a próstata.

O objetivo é desobstruir a passagem da urina, preservando as estruturas anatômicas que não precisam ser removidas.

É importante esclarecer que o HoLEP não corresponde à prostatectomia radical realizada para determinados casos de câncer de próstata. São cirurgias diferentes, com finalidades e consequências distintas.

Quando a cirurgia HoLEP pode ser indicada?

Nem todo homem com próstata aumentada precisa de cirurgia. Muitos pacientes podem ser acompanhados ou tratados com medicamentos, especialmente quando não apresentam complicações.

Entretanto, a avaliação cirúrgica torna-se especialmente relevante quando existem:

  • Sintomas urinários importantes que continuam prejudicando a qualidade de vida apesar do tratamento clínico.
  • Efeitos adversos ou intolerância aos medicamentos.
  • Episódios recorrentes ou persistentes de retenção urinária.
  • Infecções urinárias de repetição relacionadas à obstrução prostática.
  • Cálculos na bexiga associados à dificuldade de esvaziamento.
  • Sangramento urinário recorrente atribuído à HPB, após investigação adequada.
  • Alterações do trato urinário superior ou comprometimento renal relacionado à obstrução.
  • Outras evidências objetivas de obstrução significativa, conforme a avaliação clínica.

O tamanho da próstata também influencia a escolha do tratamento, mas não deve ser analisado isoladamente.

A preocupação do Dr. Dalvâni: não avaliar apenas os sintomas, mas também a bexiga

Uma das questões que o Dr. Dalvâni considera mais importantes é identificar quando a próstata aumentada está provocando repercussões sobre o funcionamento da bexiga.

Ele explica que, diante de uma obstrução persistente, a musculatura vesical pode inicialmente precisar trabalhar com maior esforço para eliminar a urina. Com a evolução da doença, alguns pacientes desenvolvem alterações estruturais e funcionais, incluindo redução da contratilidade da bexiga.

Isso significa que, mesmo após remover a obstrução, a recuperação da micção pode ser incompleta em determinadas situações.

Por outro lado, a cirurgia pode melhorar a capacidade de esvaziamento até mesmo em parte dos pacientes que já apresentam disfunção vesical. A possibilidade de recuperação depende de diferentes fatores e não pode ser prevista apenas pelo tempo de sintomas.

Por esse motivo, a decisão sobre operar considera os sintomas, a qualidade de vida e também os resultados dos exames que avaliam a obstrução e a função urinária.

A visão do Dr. Dalvâni: nem todo paciente com próstata aumentada precisa de cirurgia, mas o acompanhamento é importante para identificar aqueles que apresentam sinais de progressão da doença ou risco de complicações.

Quais são as principais vantagens do HoLEP?

O HoLEP é uma das técnicas cirúrgicas mais estudadas para o tratamento da obstrução prostática benigna. Entre seus benefícios, conforme as evidências disponíveis e a seleção adequada dos pacientes, destacam-se:

1. Remoção ampla do tecido obstrutivo

A enucleação permite retirar a maior parte do adenoma responsável pela obstrução, seguindo o plano anatômico entre esse tecido e a cápsula cirúrgica da próstata.

Esse princípio proporciona uma desobstrução ampla e contribui para a durabilidade do tratamento.

2. Possibilidade de tratar próstatas de diferentes tamanhos

O HoLEP é considerado uma técnica relativamente independente do volume prostático.

Isso significa que pode ser utilizado tanto em próstatas de menor volume quanto em glândulas muito aumentadas, desde que a anatomia do paciente, as condições clínicas e a experiência da equipe permitam.

3. Controle do sangramento durante a cirurgia

O laser de hólmio possibilita dissecção do tecido prostático e coagulação dos vasos sanguíneos.

Estudos comparativos demonstram menor perda sanguínea e um perfil perioperatório favorável em relação a algumas técnicas convencionais, embora nenhum procedimento seja isento de sangramento.

4. Menor tempo de sondagem e internação em muitos pacientes

A literatura relata tempos de internação e utilização de sonda frequentemente menores do que em determinadas cirurgias tradicionais.

A recuperação, entretanto, varia conforme o volume da próstata, as condições da bexiga, as doenças associadas e a evolução individual.

5. Resultados urinários duradouros

Estudos com acompanhamento prolongado demonstram melhora sustentada de parâmetros como fluxo urinário, sintomas e qualidade de vida.

A necessidade de uma nova intervenção por crescimento residual ou recorrente do adenoma é relativamente baixa, mas não é inexistente.

6. Material disponível para exame anatomopatológico

Diferentemente de procedimentos baseados exclusivamente na vaporização do tecido, o HoLEP permite recuperar material prostático para análise histológica.

Esse exame pode identificar alterações inesperadas, incluindo neoplasias incidentais. Contudo, a cirurgia não substitui a investigação e o acompanhamento adequados do câncer de próstata.

HoLEP pode ser realizado em próstatas muito grandes?

Sim. Essa é uma das características mais relevantes da enucleação prostática com laser de hólmio.

Tradicionalmente, próstatas muito volumosas eram frequentemente tratadas por cirurgias abertas. Atualmente, o HoLEP permite realizar a retirada endoscópica do adenoma em muitos desses pacientes.

A literatura científica reúne resultados favoráveis em próstatas acima de 80 mL, inclusive com estudos comparando o HoLEP a outras modalidades cirúrgicas.

Entretanto, não existe uma única operação ideal para todas as anatomias.

Na experiência do Dr. Dalvâni, próstatas extremamente volumosas, especialmente quando associadas a obesidade importante ou dificuldades de acesso endoscópico, podem representar um desafio técnico. Nesses casos, a adenomectomia robótica pode ser uma alternativa a considerar.

A escolha depende não apenas do volume prostático, mas também da anatomia, das condições clínicas do paciente e da viabilidade técnica do procedimento.

HoLEP ou RTU da próstata: qual é a diferença?

A ressecção transuretral da próstata (RTU) e o HoLEP são tratamentos cirúrgicos reconhecidos para a HPB.

A diferença fundamental está na forma de retirada do tecido obstrutivo.

Na RTU, o cirurgião remove fragmentos do tecido prostático para ampliar o canal de saída da urina.

No HoLEP, a proposta é separar anatomicamente o adenoma do plano da cápsula cirúrgica e retirar de maneira mais ampla a porção obstrutiva.

Ambas as técnicas podem proporcionar melhora importante dos sintomas e do fluxo urinário.

Entre as vantagens observadas em estudos com HoLEP estão menor perda sanguínea em algumas comparações, menor tempo de sondagem ou internação e boa durabilidade. A RTU, por sua vez, continua sendo uma alternativa eficaz para pacientes adequadamente selecionados.

A decisão deve considerar o tamanho prostático, a experiência do cirurgião, os riscos e as preferências do paciente.

HoLEP ou cirurgia robótica para próstata aumentada?

A adenomectomia robótica também permite remover o tecido prostático que provoca a obstrução, mas utiliza uma abordagem diferente.

Enquanto o HoLEP é realizado pela uretra, a cirurgia robótica utiliza pequenos acessos abdominais para alcançar a próstata e retirar o adenoma.

Ambas podem apresentar resultados funcionais satisfatórios.

Na prática do Dr. Dalvâni, o HoLEP é frequentemente considerado quando a abordagem endoscópica é viável. A cirurgia robótica pode ser especialmente útil em situações anatômicas complexas e em determinadas próstatas extremamente volumosas.

O fato de a cirurgia robótica utilizar tecnologia avançada não significa que seja automaticamente superior ao HoLEP, ou vice-versa.

Qual equipamento é utilizado pelo Dr. Dalvâni?

O Dr. Dalvâni utiliza equipamento próprio Cyber Ho Magneto 100 W, da fabricante italiana Quanta System.

Trata-se de um sistema de laser de hólmio (Ho), com comprimento de onda nominal de aproximadamente 2.100 nanômetros e recursos de modulação de pulsos para aplicações endourológicas.

Entre as tecnologias descritas pelo fabricante estão a Quanta Magneto Technology e o Virtual Basket, que permitem diferentes configurações de emissão e interação da energia laser com os tecidos.

Na cirurgia de HoLEP, o objetivo dessa tecnologia é auxiliar a dissecção anatômica e a hemostasia durante a remoção do adenoma.

A qualidade do resultado, entretanto, não depende exclusivamente do modelo do equipamento. O treinamento do cirurgião, a técnica empregada, a indicação adequada e as condições clínicas do paciente também são determinantes.

Quem é o Dr. Dalvâni Elias Dorn?

O Dr. Dalvâni Elias Dorn é médico urologista em Cuiabá, Mato Grosso, com atuação em cirurgia urológica, tratamento da hiperplasia prostática benigna, uro-oncologia e procedimentos minimamente invasivos.

Sua formação inclui graduação em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria, especialização em Cirurgia Geral e Urologia, além de treinamento em cirurgia robótica e em técnicas de enucleação prostática.

O Dr. Dalvâni relata ter iniciado sua experiência prática com HoLEP em 2024, após treinamentos e imersões com profissionais e equipes experientes no Brasil e na Espanha.

Segundo informações fornecidas para a elaboração deste conteúdo, sua experiência já ultrapassa 350 procedimentos de HoLEP, e ele também atua no acompanhamento e treinamento supervisionado de colegas interessados na técnica.

Em sua trajetória, destaca a importância da curva de aprendizado da enucleação prostática: uma operação que exige compreensão anatômica, experiência endoscópica e domínio técnico.

Sua abordagem busca conciliar os benefícios das tecnologias cirúrgicas com decisões individualizadas, incluindo a possibilidade de acompanhamento clínico ou escolha de outra técnica quando mais apropriada.

Aperfeiçoamento internacional em HoLEP — Madri, Espanha

A formação e o aperfeiçoamento técnico contínuo fazem parte da trajetória do Dr. Dalvâni Elias Dorn na cirurgia urológica minimamente invasiva.

Durante sua capacitação na técnica de enucleação prostática com laser de hólmio (HoLEP), realizou estágio de aperfeiçoamento na Clínica CEMTRO, em Madri, Espanha, junto ao Dr. Fernando Gómez Sancha, referência internacional em cirurgia endoscópica da próstata.

O Dr. Gómez Sancha é um dos pioneiros no desenvolvimento da técnica HoLEP em bloco (en bloc) com liberação apical precoce, abordagem que busca otimizar a dissecção anatômica e a preservação do mecanismo de continência urinária.

Essa experiência integra o percurso de formação do Dr. Dalvâni, que também realizou treinamentos no Brasil e desenvolveu sua prática cirúrgica em enucleação prostática a laser.

Seu trabalho atual combina experiência cirúrgica, aprimoramento técnico e avaliação individualizada dos pacientes com hiperplasia prostática benigna.

Dr. Dalvâni Elias Dorn e Dr. Fernando Gómez Sancha, com roupas cirúrgicas, durante estágio de aperfeiçoamento em HoLEP na Clínica CEMTRO, em Madri.
Dr. Dalvâni Elias Dorn ao lado do Dr. Fernando Gómez Sancha, na Clínica CEMTRO, em Madri, Espanha, durante estágio de aperfeiçoamento em técnicas de enucleação prostática a laser (HoLEP).

Como é a recuperação depois do HoLEP?

A recuperação é uma das maiores preocupações dos pacientes antes da cirurgia.

Embora o HoLEP seja realizado sem incisões externas, continua sendo uma operação, com necessidade de cuidados pós-operatórios e um período de cicatrização.

Tempo de internação e retirada da sonda

Na rotina relatada pelo Dr. Dalvâni, muitos pacientes permanecem internados até o dia seguinte à cirurgia.

A sonda urinária frequentemente é retirada no primeiro dia pós-operatório, mas pode ser mantida por mais tempo conforme o sangramento, as características da bexiga, o volume operado e a evolução clínica.

Antes da alta, a equipe avalia a capacidade de urinar e as condições gerais do paciente.

O que pode acontecer nas primeiras semanas?

Durante a recuperação, podem ocorrer:

  • Ardência ou desconforto ao urinar.
  • Sangue na urina, especialmente em determinados períodos da cicatrização.
  • Aumento temporário da urgência urinária.
  • Escapes involuntários de urina.
  • Variações na intensidade do jato ou nos sintomas urinários.

Essas manifestações precisam ser avaliadas conforme sua intensidade e evolução.

Na experiência relatada pelo Dr. Dalvâni, atividades leves e parte da rotina podem ser retomadas progressivamente após aproximadamente duas semanas. Exercícios intensos e grandes esforços físicos frequentemente exigem cerca de um mês de restrição, conforme orientação individual.

A melhora dos sintomas urinários pode continuar ao longo das semanas seguintes, sobretudo quando a bexiga já apresentava alterações antes da cirurgia.

Esses prazos são referências da experiência clínica do médico, não garantias de recuperação para todos os pacientes.

Febre, incapacidade de urinar, sangramento intenso ou formação de coágulos com dificuldade de esvaziamento exigem avaliação médica imediata.

HoLEP causa impotência ou prejudica a vida sexual?

Essa é uma das perguntas mais frequentes no consultório.

Para respondê-la corretamente, é fundamental distinguir três aspectos: ereção, ejaculação e orgasmo.

Ereção

O HoLEP não tem como objetivo remover os feixes neurovasculares responsáveis pela ereção, como pode ocorrer em determinadas cirurgias oncológicas da próstata.

Estudos mostram, em geral, preservação da função erétil em muitos pacientes, embora alterações possam ocorrer. A função sexual também depende de fatores como idade, doenças associadas e condição pré-operatória.

Ejaculação

A alteração da ejaculação é uma consequência frequente do HoLEP.

Após a desobstrução cirúrgica da região prostática e do colo da bexiga, o sêmen pode passar a seguir em direção à bexiga durante o orgasmo, em vez de sair pela uretra. Esse fenômeno é conhecido como ejaculação retrógrada.

Alguns pacientes também percebem ausência ou redução importante do sêmen exteriorizado.

Orgasmo

A sensação de orgasmo pode permanecer mesmo quando ocorre ejaculação retrógrada ou ausência de emissão visível de sêmen.

Entretanto, não é possível garantir que a experiência sexual permaneça exatamente igual em todos os pacientes.

Homens que desejam preservar a ejaculação ou a fertilidade devem discutir esse objetivo antes da escolha do procedimento, pois existem alternativas terapêuticas com diferentes efeitos sexuais e distintos perfis de eficácia.

Existe risco de incontinência urinária após HoLEP?

Sim. A perda involuntária de urina é uma complicação possível e uma das principais preocupações dos pacientes.

Após a cirurgia, alguns homens apresentam escapes urinários transitórios, relacionados a diferentes fatores, como função prévia da bexiga, características anatômicas, volume prostático e recuperação do mecanismo esfincteriano.

Em muitos casos ocorre melhora progressiva. Entretanto, a incontinência pode persistir em uma parcela dos pacientes e, ocasionalmente, exigir tratamento adicional.

O Dr. Dalvâni destaca que a técnica cirúrgica e o cuidado com a região do esfíncter urinário são aspectos importantes do procedimento.

Antes da operação, o risco deve ser discutido individualmente, especialmente nos pacientes com disfunções urinárias preexistentes.

O HoLEP pode ser realizado em pacientes que tomam anticoagulantes?

O HoLEP pode ser considerado em determinados pacientes que utilizam medicamentos anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários.

Seu perfil de hemostasia representa uma característica relevante, especialmente para homens com doenças cardiovasculares e maior risco de sangramento ou trombose.

Entretanto, isso não significa que todos os medicamentos possam ser mantidos durante a cirurgia.

A decisão sobre continuar, interromper temporariamente ou ajustar o tratamento precisa considerar o medicamento utilizado, o motivo da anticoagulação, o risco trombótico e o risco hemorrágico do procedimento.

Nenhum paciente deve suspender AAS ou anticoagulantes por conta própria.

Perguntas frequentes sobre HoLEP

HoLEP é indicado para próstata de 100, 150 ou 200 gramas?

Pode ser. O HoLEP é uma opção para próstatas volumosas, inclusive acima de 100 ou 200 gramas, quando existe indicação cirúrgica e a anatomia permite a abordagem. O volume isoladamente não define a escolha da operação.

A próstata pode voltar a crescer depois do HoLEP?

Pode ocorrer crescimento residual ou recorrente do tecido prostático ao longo do tempo, mas a necessidade de nova cirurgia é relativamente baixa nos estudos de acompanhamento prolongado. Não existe garantia absoluta de que uma nova intervenção nunca será necessária.

Depois do HoLEP preciso continuar fazendo exame da próstata?

Sim. O HoLEP trata o adenoma responsável pela obstrução, mas não remove toda a próstata nem elimina a possibilidade de câncer prostático. O acompanhamento urológico e a avaliação da necessidade de PSA continuam sendo individualizados.

O tecido retirado é enviado para biópsia?

O material recuperado durante a cirurgia pode ser encaminhado para exame anatomopatológico, permitindo avaliar a presença de alterações histológicas, inclusive achados incidentais.

O HoLEP é feito com anestesia?

Sim. É um procedimento realizado em ambiente cirúrgico, com assistência anestésica. A modalidade de anestesia é definida conforme as condições clínicas e o planejamento da equipe.

Quanto tempo dura a cirurgia?

O tempo depende principalmente do volume prostático e da complexidade anatômica. O Dr. Dalvâni relata duração frequentemente entre aproximadamente 30 minutos e uma hora e meia em sua prática, podendo variar.

O HoLEP é coberto pelo plano de saúde?

Cobertura e condições de autorização dependem da operadora, do contrato, das regras assistenciais e do procedimento solicitado. A equipe pode orientar sobre as possibilidades de atendimento e a documentação necessária após a avaliação médica.

O HoLEP serve para tratar câncer de próstata?

Não é um tratamento curativo para câncer de próstata. Sua principal indicação é a desobstrução urinária causada pela HPB. A investigação de suspeitas oncológicas exige abordagem própria.

Avaliação para HoLEP em Cuiabá

A decisão de realizar uma cirurgia para próstata aumentada deve começar com uma avaliação urológica individualizada.

Na consulta, o Dr. Dalvâni considera o histórico dos sintomas, os tratamentos já realizados, o volume e a anatomia prostática e, quando necessário, exames de fluxo urinário, resíduo pós-miccional, função renal e avaliação da bexiga.

O objetivo é responder às perguntas que mais importam para cada paciente:

Existe obstrução significativa? O tratamento medicamentoso continua adequado? Há risco de complicações? A cirurgia está indicada? O HoLEP é a melhor opção para esta situação específica?

A proposta é oferecer uma decisão fundamentada em evidências científicas, experiência cirúrgica e participação do paciente.

Agende sua avaliação com o Dr. Dalvâni Elias Dorn

Dr. Dalvâni Elias Dorn
MÉDICO — CRM-MT 5363 | Urologia — RQE 6004

Consultório em Cuiabá–MT
Avenida Aclimação, 265, 2º andar
Centro Médico São Mateus I — Bosque da Saúde
Cuiabá, Mato Grosso

WhatsApp: (65) 99619-1515

Referências científicas

  1. European Association of Urology (EAU). Guidelines on the Management of Non-neurogenic Male LUTS. Edição 2026. Diretriz oficial.
  2. American Urological Association (AUA). Management of Lower Urinary Tract Symptoms Attributed to Benign Prostatic Hyperplasia: Guideline Amendment 2023. DOI: 10.1097/JU.0000000000003698.
  3. Shvero A, Calio B, Humphreys MR, Das AK. HoLEP: the new gold standard for surgical treatment of benign prostatic hyperplasia. Canadian Journal of Urology. 2021;28(Suppl 2):6–10.
  4. Sun F, et al. The Efficacy and Safety of HoLEP for Benign Prostatic Hyperplasia With Large Volume: A Systematic Review and Meta-Analysis. American Journal of Men’s Health. 2022. DOI: 10.1177/15579883221113203.
  5. Singh D, et al. Benign Prostatic Hyperplasia and Sexual Dysfunction: Review of the Impact of New Medical and Surgical Therapies on Sexual Health. Current Urology Reports. 2025. DOI: 10.1007/s11934-025-01279-z.
  6. Foo KT. What is a disease? What is the disease clinical benign prostatic hyperplasia (BPH)? World Journal of Urology. 2019;37:1293–1296. DOI: 10.1007/s00345-019-02691-0.

Responsável pela revisão médica: Dr. Dalvâni Elias Dorn — CRM-MT 5363 | RQE 6004.

Conteúdo informativo. Não substitui consulta, exame físico ou avaliação médica individualizada. As indicações, os benefícios e os riscos de cada procedimento variam conforme as características do paciente.